De olhos postos nas comemorações
do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares – outubro – e
nos aniversários
das Bibliotecas das EB1/JI de Carreiro (a 12 de outubro) e da EB1/JI Aula-Conde
(a 24 de outubro) foram desenhadas algumas atividades.
Da Leitura à Escrita foi uma das que se tem vindo a operacionalizar.
Para tal, a BE Ana Saldanha disponibilizou textos poéticos. A escolha,
na primeira semana do MIBE, recaiu sobre dois poemas do Grande Eugénio de
Andrade da sua obra poética Aquela nuvem
e outras.
O PASTOR
Pastor, pastorinho,
Onde vais sozinho?
Vou àquela serra
Buscar uma ovelha.
Porque vais sozinho,
Pastor, pastorinho?
Não tenho ninguém
Que me queira bem.
Não tens um amigo?
Deixa-me ir contigo.
Aquela nuvem
- É tão bom ser nuvem,
Ter um corpo leve
E passar, passar.
- Leva-me contigo.
Quero ver Granada.
Quero ver o mar.
- Granada é longe,
o mar é distante,
não podes voar.
- Para que te serve
Ser nuvem, se não
Me podes levar?
- Serve para te ver.
E passar, passar.
Eugénio de Andrade
In
Aquela
nuvem e outras
Aconteceu a Escrita, assim:
O pastor (pela pena dos alunos)
Ao entardecer, um jovem pastor, dando conta de que lhe faltava uma
ovelha, foi à serra procurá-la. A pequena ovelha havia-se perdido, porque
ficara a olhar para uma nuvem com forma de borboleta. O pobre animal balia de
forma triste, pois sentia medo, aflição e saudade do seu pastor! Tinha
saudades, também, das outras ovelhas!
Ao ver o seu querido pastor, correu para ele balindo de alegria!
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Aquela nuvem (pela pena dos alunos)
TURMA 6B
Passeando com as fofas nuvens, andorinhas viajantes cantavam belos
trinados!
Eugénio de Andrade, assistindo àquele maravilhoso espetáculo da
Natureza, solicitou à nuvem para que o levasse com ela. Atónita, a nuvem
respondeu que não o poderia transportar. Desiludido ficou o poeta, pois só
desejava ver Granada e o mar! Além disso, pensou com tristeza, para que servia
uma nuvem se não o podia levar a viajar!
Ao ouvir o pensamento de Eugénio, a nuvem chorou tristemente e
desapareceu!
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TURMA4C e 4E C
No imenso céu safira, uma
alva e fofa nuvem bailava ao sabor da melodia do vento.
Eugénio de Andrade, ao
vislumbrar aquela nuvem viajante, sentiu um impulso: pedir à nuvem para ela o
levar a ver Granada e a ver o mar. O mar! Desejava tanto encher seus olhos de
mar e os seus pulmões de maresia!
Amavelmente, a nuvem
acedeu ao pedido do poeta. Juntos viajaram e abraçaram o extenso mar. Este
entoou belas cantigas bailando com a areia e seus filhos!
TURMA 5B
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Alegremente,
uma alva nuvem espreguiçava-se, no vasto céu azul. O sonhador Eugénio de
Andrade, da vidraça de seu quarto, vislumbrava o preguiçoso passear das nuvens.
Uma houve, com forma de garça que lhe suscitou vontade de viajar. Por isso, já
que ela se movia no espaço, o poeta rogou-lhe que o levasse a ver Granada, a
ver o mar! O mar que ela tanto desejava sentir! Desejava encher os olhos e a
alma de mar! Abraçar o doce mar!
Perante
a recusa da nuvem, Eugénio continuou a sonhar, sonhar…
Turma
do 4º ano Conde