O
LIVRO-DE-BOLSO PROCURA UM AMIGO

Este livro escrito a quatro mãos, de Fátima Effe & Zé Luís abriu-se, magicamente, para encantar os alunos e conduzi-los, através da leitura, à imaginação, à capacidade da escrita criativa!
“O
meu dono não chegou a ler-me até ao fim e nem se preocupou em procurar-me!”
lamentava-se ele, a um canto, meio enxovalhado – “Certamente não seria o melhor
dono! Perder um livro, um amigo, assim, deste modo desleixado e nem o procurar
é porque não aprecia muito ler! E se “os acasos não existem”, como bem lembrava
o meu avô, sábio livro-de-ditados em reduzido formato, vou já procurar um amigo
mais fiel!”
“Se bem pensado, melhor acontecido”,
como diria o sábio avô…
Nesse
instante, eis que surge… outro livro a cair do
mesmo elétrico.
- Possas, tinhas que cair
agora que ele, o meu dono, estava no meio, até parece que aquele elétrico tem
magia!
- Magia, concordo contigo!
E assim, aqueles dois
livros continuaram a falar. Passados alguns dias, certamente uma semana caíram
mais dois livros do mesmo elétrico.
- Aquele elétrico é mesmo
mágico!
Decidiram ir todos ao
elétrico para ver se alguém os apanhava o apanhava e apanhou. Foi um rapaz
simpático que o levou para casa e disse à mãe que o apanhou no elétrico.
No final de o ler, tornou
a lê-lo muitas e muitas vezes.
Assim, o dono dele levou-o
para o mostrar à professora e aos colegas. Todos adoraram a sua história e
pediram para os emprestar aos colegas.
(Criação da aluna Bárbara da T3C)
A aluna Lara Beatriz Martinez criou desta forma:
Nesse instante, eis que
surge outro livro sozinho que ninguém o ouvia ou lia, mas esse não era um livro
daqueles de infância, era um livro de romance. Nesse país, ninguém gostava de
romance. Depois começou a gritar:
- Ajudem-me, já estou aqui
há mais de dez anos - mas ninguém o ouvia.
O livro-de-bolso foi apanhado por uma
criança e outro foi apanhado por um adulto.
A criança chamava-se
Beatriz e o adulto chamava-se Luís.
A criança leu o
livro-de-bolso só num dia e o adulto leu o livro de romance em dez dias.
A Ana Margarida da T 3C pintou assim a sua imaginação:
Uma criança agarrada aos
braços da mãe olha para aquele canto, onde o pequeno livro estava perdido e
pergunta:
- O que é aquilo, mãe?
Será um livro?
A mãe ficou um pouco
indecisa, pois o livro estava amarrotado e molhado.
- Vamos lá ver, daqui
parece um livro.
- Será que irei ter um
companheiro fiel? – disse o livro-de-bolso esquecido no elétrico.
A mãe ficou feliz, pois já
não via um livro daqueles há muito tempo, mas o livro-de-bolso devia pertencer
a alguém, então entregou-o a um segurança.
No outro dia, apareceu o
senhor que tinha perdido o livro-de-bolso e levou-o para casa, jurando não mais
perder nenhum livro.
O Francisco da mesma 3C imaginou também, mas desta forma:
Nesse instante eis que
surge um livro bem-parecido com seu sábio avô e ele achou estranho, pois seu
avô tinha sido queimado. O livro-de-ditados começou a falar:
- Sabem, já estive perdido
e esquecido como tu. Segue o teu instinto e, sim, sou o teu avô!
O livro-de-bolso, ainda
não acreditava, mas ouviu o conselho. Em segundos, ele, o avô, desapareceu.
O pequeno livro ficou lá
sozinho até que apareceu uma pequena menina de seis anos. Ela pegou no livro e
disse, ao pai que ia com ela.
- Pai, posso levar este
livro pequeno, como eu? Por favor!
- Ok. Vamos limpar o livro
com este pano.
Então a menina pequena
levou-o para casa todos os dias. Todos os dias o lia e prometeu nunca o perder.
Ela cumpriu a promessa e,
aos trinta anos, como já tinha um filho continuava a lê-lo, diariamente.
Parabéns!







